A ciência confirma: assistir coisas nostálgicas é bom para a saúde mental

A ciência confirma: assistir coisas nostálgicas é bom para a saúde mental
Supernatural/Warner Bros/Divulgação

Tem sido um mês difícil … no meio de um ano difícil, e eu não sei sobre você, mas para mim a semana passada foi uó. Como eu lidei com isso além de cantar Let it Go de Frozen? Assisti a filmes antigos e meus episódios favoritos de Supernatural (e, claro, reassisti alguns shows do RBD… ah! Coisas nostálgicas!). E me senti melhor. A nostalgia me ajuda a lidar pessoalmente com o estresse, e agora a ciência entrou nessa conversa para confirmar que isso é verdade para a maioria das pessoas e explicar por quê.

Em uma conversa com o The New York Times, a Dr. Wing Yee Cheung, professora de psicologia na Universidade de Winchester, na Inglaterra, e pesquisadora da nostalgia, explicou por que retornamos a eventos do passado quando o presente é assustador e incerto.

“Sentimos que perdemos o equilíbrio em momentos de estresse e conseguimos algum conforto ao dar um passo para trás e revisitar algo que nos lembra uma época em que nos sentíamos mais conectados com outras pessoas. Isso lhe dá energia para lidar com o que está acontecendo agora e seguir em frente”, disse a Dr. Cheung ao NYT.

Isso é completamente compreensível. Há conforto no que conhecemos, especialmente quando sabemos que tem um final feliz. Ou pelo menos um final que já conhecemos. Para mim, pessoalmente, assistir a filmes que cresceram comigo e, sobretudo, aqueles que não se passando no nosso mundo e nem mesmo na nossa era, é um conforto extra, porque é o que me tira do estresse do hoje e me transportam ao conforto de ontem. Eu não posso abraçar os meus avós agora, mas posso senti-los comigo quando assisto aos filmes que víamos juntos.

Isso muda a narrativa que você está constantemente dizendo a si mesmo – lembrando-se de que você tem pessoas que te amam e se importam com você, mesmo que você não dê um abraço há algum tempo”, Dra. Lasana Harris, professora assistente de psicologia na Universidade College London, explicou. Quando tocamos nossa música favorita, assistimos de novo aos nossos programas favoritos ou assistimos a um filme antigo, não estamos apenas revivendo aquele filme ou música, estamos aproveitando a maneira como nos sentimos quando o assistimos pela primeira vez, ou todas as outras vezes que o vimos. Aqueles tempos pareciam mais seguros, menores e agora, em retrospectiva, sabemos como aquela história acabou e isso nos trás segurança.

É por isso que os clássicos são clássicos. É por isso que algo como A Princesa Prometida recebeu mais atenção durante a quarentena do que muitos novos lançamentos. Porque precisamos nos agarrar às poucas coisas que não mudam, e especialmente agora, acho que precisamos de histórias onde os heróis vencem e o mal é derrotado. Mesmo que as coisas estejam melhorando no mundo real, está demorando muito para que este momento nebuloso que estamos vivendo passe. Portanto, não há nada de errado em assistir e rever uma história onde tudo faz um pouco mais de sentido.

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