Aves de Rapina e o processo de dar vida à Arlequina

Aves de Rapina e o processo de dar vida à Arlequina
DC/Divulgação

Roteirista de Aves de Rapina conta como ela e Margot Robbie se aproximaram de Arlequina

Durante o processo de criação de uma personagem, ou mesmo de adaptação de uma história narrada em livros ou quadrinhos para uma narrativa que será mostrada no cinema e na televisão, normalmente, o ator recebe um roteiro que contém as palavras que seu personagem irá dizer.

E, a partir disso, deste script, é que o profissional começa a trabalhar o personagem dando sua própria voz, mas muitas vezes o profissional pode ser perder na ideia geral da história.

Entretanto, com Christina Hodson, roteirista de Aves de Rapina, e Margot Robbie, foi preciso entender a voz única de Arlequina através de um processo empático com a personagem e, então, incorporar todos as experiências da história dela à narrativa principal. Tudo isso precisou ser feito em vez de apenas jogar palavras soltas de um roteiro sem um esforço consciente.

Conversando com a CBR, Hodson contou mais sobre este processo singular de trazer Harley à vida, o que significa que ela realmente se sentou com Margot Robbie e entrou na cabeça da personagem para entendê-la:

A Harley tem uma voz completamente diferente, mas esta é a graça disso tudo. Ela tem uma voz tão distinta, e trabalhar com Margot [Robbie] por tanto tempo foi incrível. Nós duas conseguimos entrar na cabeça dela, em um ponto em que – foi divertido porque, durante o processo de desenvolvimento, as pessoas estavam nos fazendo perguntas como ‘talvez ela possa fazer isso, talvez ela possa bater nessa pessoa’ e nós pensávamos ‘[Harley] nunca iria para cima desta pessoa! Ela mataria essa outra pessoa, mas nunca a atingira! Foi divertido morar dentro da cabeça [da Harley] porque ela é uma viagem selvagem, e esperamos que tenha sido possível transformar este filme em uma viagem selvagem.

A ideia de trabalhar com a Arlequina como uma personagem e como esta personagem se encaixa na história é uma maneira interessante e um caminho comum que a DC parece estar buscando seguir. Aves de Rapina oferece mais um caminho para o cinema original, contando uma história singular que não está relacionada à mitologia de seus antecessores. É uma maneira única de contar suas histórias. 

Muitas vezes nos deparamos com o propósito de acertar o enredo e nos preocupar se ele tem uma lógica adequada e coerente, mas isso geralmente ocorre às custas dos arcos das personagens. Ouvir Hodson e Robbie contando sobre como elas buscaram compreender Arlequina e sua motivações, seus anseios, seus medos e dúvidas é fascinante porque aproxima a personagem da nossa humanidade.

Hodson já demonstrou sua capacidade de entrar na mente de um personagem e mostrar seus desejos internos de uma maneira que nos envolve completamente na história, como visto em Bumblebee. E agora, com Aves de Rapina, essa ideia de estabelecer uma conversa com Harley, que, como Hodson aponta, tem sua própria voz distinta, nos dá muita esperança para este filme.

E, felizmente para nós, o filme que Margot Robbie, Christina Hodson e Cathy Yan acabaram fazendo foi, basicamente, o filme que elas decidiram fazer e isso tem muita importância.

É engraçado. As coisas mudam, obviamente. É um processo, tudo passa por tantos ciclos diferentes. Mas, de um jeito estranho, o coração e o núcleo desta história estão realmente muito próximos com a história que idealizamos lá no início. Sempre tentamos fazer algo estranho, ousado, arriscado e diferente, e espero que tenhamos conseguido isso. As pequenas histórias mudaram, mas essência e o estilo sempre foram os mesmos.

Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa estreia dia 6 de fevereiro.


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