Frozen 2 | Crítica sem spoilers

Frozen 2 | Crítica sem spoilers
Disney/Reprodução

Finalmente assistimos Frozen 2!

Frozen 2 é sobre conhecer o passado, e não somente o seu passado individual, mas um passado histórico que pode ser não bonito nem agradável e concertá-lo. Elsa precisa viajar em direção ao desconhecido para descobrir quem é e enfrentar a voz que chama sua alma. O clímax é uma das sequências mais bonitas, catárticas e poderosas. Enquanto Let it Go foi um hino de autoestima e confiança, Show Yourself é uma jornada primordial da heroína através da escuridão para o poder e o autoconhecimento.

O filme começa com um flashback da infância de Elsa e Anna, no qual pai delas conta a história de quando, ainda príncipe de Arendelle, visitou uma floresta encantada. Na época, o povo de Arendelle oferecia um presente de paz ao povo Northuldra, mas um acontecimento inesperado provoca a ira dos deuses elementais (ar, fogo, terra e água) e a floresta acaba selada para sempre, ninguém entra e ninguém sai. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes.

Então, somos transportados de volta aos dias atuais e temos uma breve atualização de como as coisas estão com os nossos personagens favoritos. Tudo está bem até que Elsa ouve uma voz distante e mágica que a obriga a ir para o norte, para investigar a fonte de seu poder e salvar a floresta encantada e descobrir o motivo da ira dos deuses elementais e dos conflitos com os Northuldra.

Este é o enredo básico, mas o que ganhamos com toda a trajetória e desenvolvimento dessa história é algo muito mais profundo do que apenas duas irmãs seguindo em uma jornada para corrigir o passado.

Anna acaba tendo que enfrentar o momento mais sombrio do filme (possivelmente um dos momentos mais sombrios de qualquer filme da Disney desde Bambi) e prova porque ela também é heroína. Anna é uma personagem que acaba se tornando secundária na trama. Ela é apenas uma pessoa, não uma poderosa Rainha da Neve … mas é boa e verdadeira e é essa bondade e determinação de fazer a coisa certa que salva o dia.

É incrível considerar o golpe de determinação feminina que Frozen 2 gerencia. Elsa e Anna crescem porque são corajosas de maneiras diferentes e são bem-sucedidas (não é um spoiler dizer que há um final feliz) porque elas têm que ter coragem não apenas para se confrontar, mas para continuar caminhando na escuridão. E, sobretudo, fazem isso juntas, mas respeitando o espaço de crescimento uma da outra.

 "Elsa e Anna crescem porque são corajosas de maneiras diferentes".  (Foto:Disney/Divulgação)
“Elsa e Anna crescem porque são corajosas de maneiras diferentes”. (Foto:Disney/Divulgação)

Tecnicamente, o filme é magnífico. A animação é tão bonita, desde as cores outonais às sequências sonhadoras e mágicas até os incríveis efeitos de água e gelo. Nós queremos viver dentro das cores e texturas deste filme. O único problema é que ele faz o original parecer um protetor de tela do Windows.

A música também é ótima e é usada de maneiras profundas, poderosas e muito feministas. Anna e Elsa alcançam seus grandes momentos expressando seus conflitos musicalmente. Kristoff (Johnathan Groff) também recebe uma balada fofa e Olaf recebe uma música doce e boba para ter seu momento de brilhar. Falando em Olaf e Kristoff, eles também têm grandes arcos emocionais através do filme, que são incrivelmente gratificantes. Ainda que desenvolvidos de maneira singela, os poucos momentos de protagonismo em tela são incríveis, mas sem roubar toda a atenção do filme, como por exemplo, a cena em que Olaf recaptula os acontecimentos do filme anterior que os levaram até ali, e mesmo a cena em que Kristoff iria pedir Anna em casamento, mas ela não aparece porque decidiu ir ajudar sua irmã.

Seria interessante se tivéssemos um pouco mais de tempo com os novos personagens, como Mattias e o povo Northuldra, mas estamos convencidos de que Honeymarren é uma concessão sutil para as exigências de “dar uma namorada à Elsa”. Falaremos mais sobre a codificação estranha de Elsa em outro post, mas basta dizer que Elsa tem um momento muito agradável com Honeymarren e não manifesta nenhum interesse pelos homens, por isso temos isso como uma vitória.

 Já conhece Bruni? Ele é a salamandra, ou deusa do fogo. (Foto? Disney/Divulgação)
Já conhece Bruni? Ele é a salamandra, ou deusa do fogo. (Foto? Disney/Divulgação)

Gostaríamos de ter assistido a mais filmes como este durante a infância. É o tipo de narrativa que nos faz sentir afirmados e visos, mas, mais importante, ela nos mostra que temos tudo o que precisamos dentro de nós.


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