Warner Bros/ Reprodução
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Seguindo a linha dos últimos filmes já bem-sucedidos do universo, como a Mulher Maravilha e Aquaman, Shazam acerta com uma história redondinha e sem a pretensão de grandeza.

O longa narra a história de um garoto escolhido por um mago para ser o novo guardião de um superpoder e, também, protetor do mundo contra os ‘sete pecados’ (que no longa encarnam uns monstros bem ‘capetosos’). Mas o ponto central do enredo está no fato de que o garoto tem só 14 anos e, ao receber os poderes, se transforma em um homem adulto precisando lidar com esse conflito de identidade abrupto. O filme conta com ação, comédia e alguns toques de nostalgia trazendo várias referências aos anos 80. É quase que imediato fazer paralelos com filmes como Quero Ser Grande (big) e os Goonies.

A família e os laços ali construídos são uma parte muito importante no filme. Tanto para segurar o roteiro que não é tão bem amarrado, quanto para cativar a simpatia de quem está assistindo. Billy Batson, interpretado por Asher Angel quando criança e por Zachary Levy como Shazam, ficou órfão ainda criança e desde então está convicto em encontrar sua mãe, por conta disso passou parte da sua infância fugindo de abrigos e orfanatos. Quando começamos a acompanhar a história, ele é levado para o lar adotivo de Rosa (Marta Milan) e Victor Vásquez (Cooper Andrews) ambos também ex-filhos adotivos. Lá ele encontra outros filhos adotados do casal: Mary Bromfield, Eugene Choi, Pedro Peña, a adorável Darla Dudley e Freddy Freeman que será o parceiro de Billy nas tentativas de ser um herói.

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O experimento da DC de trazer um filme divertido poderia facilmente ter ido por água abaixo se não fosse o elenco muito acertado. Mas a escolha e construção do vilão, Dr. Silvana (Mark Strong), não conseguem fugir de uma caricatura rasa e fica a ponto de colocar tudo a perder. A personagem é cheia de trejeitos repetitivos e estranhos, por exemplo, todas as vezes que aparece em uma nova cena, o personagem precisa fazer cara de mau e tirar os óculos escuros. Já as personagens dos Sete Pecados Capitais que acompanham Dr. Silvana, servem mais como objetos de cena e obstáculos que o herói precisa superar (ou monstros que ele precisa bater), do que de fato acrescentam alguma coisa para o enredo.

A linguagem é exageradamente sentimental e forçada em alguns momentos. Além disso, o filme peca em estender demais algumas cenas com conflitos internos da personagem principal que já ficaram evidente ao público.

Com toda a certeza, o mérito do filme fica por conta das piadas que surgem do fato de termos uma criança em um corpo adulto e, mais uma vez, o elenco é incrível. As transições entre Billy Batson e Shazam, do ponto de vista da personalidade, estão na medida. O irmão adotivo da personagem, Freddy, entende tudo de super-heróis e ajuda o novo herói a descobrir quais são seus poderes e a se ajustar. Ainda, as referências a outros heróis da DC estão espalhadas por todo o filme, em cartazes, jornais, bonecos e até aparições.

Shazam não se despede completamente do tom sombrio já presente no universo da DC. A narrativa ainda entrega um tom melancólico devido aos dramas enfrentados pelas personagens, como a temática do abandono parental e a solidão. No entanto, inova ao transformar esses temas em uma aventura cheia de energia, de inocência e espirituosa leveza.

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