Uma Segunda Chance Para Amar | Crítica

Uma Segunda Chance Para Amar crítica
Universal Pictures/Divulgação

Já com saudades do Natal? Não nã nã… Corre para ver esse filme delicinha da Emilia Clarke em Londres!

Em Uma Segunda Chance Para Amar claramente estamos no reino de A Felicidade Não Se Compra (1946) e Milagre na Rua 34 (1994) e, como nestes clássicos de Natal, há um toque mágico de mistério rondando o clima. Mas o diretor Paul Feig e a produtora Emma Thompson elevam o tom do mistério a um ponto tão alto que é quase impossível esquecer que ele está presente antes mesmo de ser resolvido.

Bom, a comédia romântica é ambientada em Londres ao som de Wham! e George MichaelLast christmas I gave you my heart… A história gira em torno de Kate (Emilia Clarke), que é uma imigrante iugoslava e está passando por um período bastante conturbado vivendo de sofá em sofá na casa de amigos, mas devido a seu egoísmo e indiferença até mesmo a hospitalidade que ela recebe está por um fio. O caminho da personagem é claro desde o começo do filme: ela irá passar por uma jornada de transformação e autoconhecimento para que as coisas comecem a se ajeitar e o gatilho para que isso ocorra é o encontro com o misterioso Tom (Henry Golding).

Até certo ponto da história, não sabemos muito bem o que está acontecendo: Kate tem um emprego que aparentemente adorava em uma loja de decorações natalinas, mas por algum motivo tudo mudou e ela está insatisfeita em meio a tentativas frustadas de se tornar uma cantora; a relação com a família também não é lá essas coisas… algo aconteceu e a mãe (Emma Thompson) precisou cuidar de Kate por bastante tempo e depois da recuperação da filha as coisas não terminaram bem.

Conforme a narrativa se desenrola, vamos coletando as peças do quebra-cabeças e é possível entender os mistérios do enredo. Sobretudo, o cineasta Paul Feig toma emprestada a magia natalina para ajudar Kate a entender seu lugar no mundo. Não se trata de um filme extremamente complexo e que propõe reflexões profundas acerca da vida, do universo e da sociedade, mas sempre que necessário ele toca em temas relevantes para nós, como a questão da imigração e do feminismos cotidianos. Desta forma, ele não deixa de ser um produto dos nossos tempos, porém, isto é feito sem perder de vista o tom leve que o filme pretende ter.

Emilia Clarke e Henry Golding em Uma Segunda Chance Para Amar. (Universal Pictures/Divulgação)
Emilia Clarke e Henry Golding em Uma Segunda Chance Para Amar. (Universal Pictures/Divulgação)

A química entre Golding e Clarke é mais aconchegante do que sexy e acredito que, de qualquer forma, este seja o propósito da relação dos dois em tela mesmo. Entre uma cena e outra, a cidade de Londres é retratada em cantos não tão populares com Tom sempre lembrando que Kate deve “olhar para cima” sempre para não perder nenhum detalhe.

Certamente haveria uma versão mais interessante de Uma Segunda Chance Para Amar a ser entregue, com uma história mais leve e fluída do que a sensação de um piano caindo em cima da sua cabeça a cada esquina que Kate dobra. Mas ‘inteligente’ não é o caminho que o filme escolheu, e tudo bem. É caloroso o suficiente para nos deixar com aquele quentinho no coração que só a época do natal pode nos proporcionar.


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